sexta-feira, 9 de junho de 2017




APOSENTADA!

Não aceitei e depois aceitei.

Talvez agora eu consiga voar,  visualizar coisas novas, me desprender . Estava sempre pensando que poderia voltar e não me dava a liberdade de pensar no que realmente quero.

Esse é o reflexo de uma grande mudança em todas as áreas da minha vida, que vieram a partir de uma depressão severa.

Daqui algum tempo vou saber se foi bom. O que sei hoje é que no momento, essa foi a melhor decisão.

domingo, 16 de abril de 2017

Porque acordei hoje???






Luciana


Ano passado ganhei uma gata, já tinha dois cachorros.
Na minha infância tive gatos e agora, depois de tantos anos, estou relembrando a relação honesta que os felinos tem com os humanos. Eles são extremamente sinceros, demonstram o sentimento real, não fazem nada contra a vontade, se te procuram é porque estão a fim. Não são sociáveis e se identificam com uma pessoa, aquela que demonstram maior afinidade. São místicos, misteriosos, alongam todos os dias seus corpos, tem ótimos hábitos de higiene, dormem bem e se alimentam bem.
Minha gata não é carinhosa e não gosta de colo, mas me transmite uma forma diferente de amar.
Enfim, os animais são melhores que muitos humanos. São puros, desinteressados, sinceros. Adoro a Luciana Gisele. Com exceção de dormir bem, me alimentar bem e alongar diariamente, acho que sou uma felina.

sábado, 15 de abril de 2017

Encontros e Despedidas ( Maria Rita )


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero


Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca ais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar


E assim chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem de partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...


É a vida desse meu lugar
É a vida...







domingo, 5 de março de 2017

CUTTING










 Minhas crises tem sido mais espaçadas, porém mais intensas. Ainda não entendo muito bem o que acontece, e fico pensando na dificuldade das  pessoas que convivem comigo tem para compreender.

Estas últimas semanas, o que predominou foi intolerância, seguida de muita raiva. Sim, raiva. Não das outras pessoas, mas de mim mesma, por não saber lidar com essa explosão de sentimentos, com a imprevisibilidade, com a angústia, com a ansiedade. Já estava irritada há dias e depois de uma discussão, estourei. Precisei ficar trancada sozinha, não queria ver e nem ouvir ninguém. Precisava de tempo. queria acabar com tudo. A dor é muito forte. A dor emocional é muito maior que a física, e eu já tive dois partos. Queima por dentro, vem os pensamentos impulsivos, negativos, a dúvida, os questionamentos, a cabeça não para, tudo se mistura e você fica sem respostas. Então bate o desespero, a desesperança e a vontade de sumir do nada.

Diante disso, ouvi coisas que nunca esperava, mas me colocando no lugar , acho também que seria muito difícil se tivesse que entender algo tão subjetivo.

Penso que o paciente deve perseverar na terapia, mas os familiares também deveriam fazer, eles precisam entender melhor o que se passa para nos ajudar, assim como também devem ter muitas coisas para tratar, como todo ser humano.

Ainda fico pensando o que pode desencadear as crises, dessa vez sei que foi a diminuição do lítio, feito por conta própria, seguida de assunto tratado na terapia, muito difícil para mim.

Precisei recorrer a minha psiquiatra, pois entendi que diante desta situação, precisava de algum ajuste na medicação para me ajudar a superar. Antes eu era mais resistente, achava que poderia resolver sozinha, esperava a próxima consulta, e aí ficava muito pior.

Ainda preciso de tempo, mas acho que estou no caminho da compreensão do que acontece comigo.