domingo, 16 de abril de 2017

Porque acordei hoje???






Luciana


Ano passado ganhei uma gata, já tinha dois cachorros.
Na minha infância tive gatos e agora, depois de tantos anos, estou relembrando a relação honesta que os felinos tem com os humanos. Eles são extremamente sinceros, demonstram o sentimento real, não fazem nada contra a vontade, se te procuram é porque estão a fim. Não são sociáveis e se identificam com uma pessoa, aquela que demonstram maior afinidade. São místicos, misteriosos, alongam todos os dias seus corpos, tem ótimos hábitos de higiene, dormem bem e se alimentam bem.
Minha gata não é carinhosa e não gosta de colo, mas me transmite uma forma diferente de amar.
Enfim, os animais são melhores que muitos humanos. São puros, desinteressados, sinceros. Adoro a Luciana Gisele. Com exceção de dormir bem, me alimentar bem e alongar diariamente, acho que sou uma felina.

sábado, 15 de abril de 2017

Encontros e Despedidas ( Maria Rita )


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero


Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca ais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar


E assim chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem de partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...


É a vida desse meu lugar
É a vida...







domingo, 5 de março de 2017

CUTTING










 Minhas crises tem sido mais espaçadas, porém mais intensas. Ainda não entendo muito bem o que acontece, e fico pensando na dificuldade das  pessoas que convivem comigo tem para compreender.

Estas últimas semanas, o que predominou foi intolerância, seguida de muita raiva. Sim, raiva. Não das outras pessoas, mas de mim mesma, por não saber lidar com essa explosão de sentimentos, com a imprevisibilidade, com a angústia, com a ansiedade. Já estava irritada há dias e depois de uma discussão, estourei. Precisei ficar trancada sozinha, não queria ver e nem ouvir ninguém. Precisava de tempo. queria acabar com tudo. A dor é muito forte. A dor emocional é muito maior que a física, e eu já tive dois partos. Queima por dentro, vem os pensamentos impulsivos, negativos, a dúvida, os questionamentos, a cabeça não para, tudo se mistura e você fica sem respostas. Então bate o desespero, a desesperança e a vontade de sumir do nada.

Diante disso, ouvi coisas que nunca esperava, mas me colocando no lugar , acho também que seria muito difícil se tivesse que entender algo tão subjetivo.

Penso que o paciente deve perseverar na terapia, mas os familiares também deveriam fazer, eles precisam entender melhor o que se passa para nos ajudar, assim como também devem ter muitas coisas para tratar, como todo ser humano.

Ainda fico pensando o que pode desencadear as crises, dessa vez sei que foi a diminuição do lítio, feito por conta própria, seguida de assunto tratado na terapia, muito difícil para mim.

Precisei recorrer a minha psiquiatra, pois entendi que diante desta situação, precisava de algum ajuste na medicação para me ajudar a superar. Antes eu era mais resistente, achava que poderia resolver sozinha, esperava a próxima consulta, e aí ficava muito pior.

Ainda preciso de tempo, mas acho que estou no caminho da compreensão do que acontece comigo.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vazio

Todos passam por mim, eu não vejo e não sinto. Tenho um vazio existencial desde sempre, as vezes piora, quando chego a conclusão de que não tenho nada a fazer.
Tenho momentos bons, me sinto bem, mas não consigo agradecer pela minha vida. Eu existo e não vivo.
Achei que tivesse superado o pior da minha infância, mas as coisas voltam mais intensas se não conseguirmos encarar elas.
Estou triste. Briguei com pessoas que amo, não estou conseguindo me esforçar para agradar aqueles que amo. Sei que não devo viver para agradar, mas já que não gosto da minha vida, pelo menos devo fazer bem para quem eu amo.
E nesses momentos tudo é difícil, é um fardo, eu sou um fardo. Eu não consigo me carregar. Eu não gosto de conviver. Eu gosto de coisas simples, mas que não causem grandes modificações na minha rotina.
Consigo identificar que estou em crise, não peço compreensão, mas paciência. Não é fácil para quem convive, mas também não é fácil para mim.